15:39
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Lisangela Pereira
Litoral De Florianópolis
Junto com a praia Mole, a Joaquina divide o posto de praia predileta dos jovens no litoral de Florianópolis. No verão, as areais ficam lotadas de turistas, belas garotas, surfistas e praticantes de vôlei de praia e futebol. Seus destaques ficam por conta da ótima infraestrutura, a bela iluminação noturna, boas ondas para surfe e, principalmente, suas famosas dunas de areia.
O Iberostar Bahia Hotel é o primeiro empreendimento do Iberostar Praia do Forte Golf & Spa Resort e Villas, complexo turístico do grupo espanhol Iberostar, que até 2009 terá um total de 1650 apartamentos em um investimento total de US$ 250 milhões. O resort all inclusive ocupa uma área arborizada de mais de dois milhões de metros quadrados em um dos locais mais privilegiados da costa do Brasil, a Praia do Forte. Inaugurado no segundo semestre de 2006, o Iberostar Bahia vem se destacando como um dos mais desejados resorts cinco estrelas do país. Por causa de tanto conforto, com um quê de animação e descanso, o hotel foi eleito pelo Guia 4 Rodas o melhor resort brasileiro de 2007. A 60 quilômetros de Salvador o hóspede poderá desfrutar de diversas facilidades espalhadas pelos 213 hectares do resort. São 3.654 m2 de espelho d'água e quatro piscinas; três quiosques de massagem, seis lojas; anfiteatro, dois salões de eventos, spa, duas quadras de tênis, quadra de vôlei de praia, quadra poliesportiva, centro de convenções; cinco restaurantes, campo de golf e muito mais pra fazer da sua estada inesquecível. E por estar localizado em uma área do Projeto Ambiental Tamar, do Ibama, o Iberostar Bahia firmou uma parceria com a instituição a fim de ajudar na preservação ambiental da região. |
Noronha Portuguesa
Piscinas naturais -
De Lisboa é apenas uma hora e meia de voo. Quando surge um conjunto de montanhas negras com florestas verdejantes no meio do mar, imagem que mais parece uma miragem, é hora de apertar os cintos. Bem-vindo à Madeira, a principal ilha de um arquipélago que ainda tem a vizinha Porto Santo e as inabitadas Desertas e Selvagens. A Madeira está a mil quilômetros de distância de Lisboa, na mesma latitude do Marrocos. Por isso sua natureza de características subtropicais, com formas, cores, cheiros e sabores mais africanos - ou até brasileiros - que europeus. Os enormes rochedos, os vales, as reservas naturais e as praias entusiasmam ecoturistas e contemplativos, enquanto a capital, Funchal, dá um toque cosmopolita ao destino, com seus hotéis de luxo e campos de golfe para inglês (e americano) nenhum botar defeito. E, melhor, a deliciosa atmosfera portuguesa paira sempre no ar, principalmente nas pequenas vilas com casinhas de duas cores e varandas que procuram o mar. Vítima de uma enxurrada em fevereiro que deixou mais de 40 mortos e uma conta de recuperação de 1 bilhão de euros, essa Noronha com caldo verde e alheira já não exibe marcas da tragédia.
Eu desci do avião a crer que três dias seriam suficientes para desbravar a Madeira. Logo descobri que a Madeira não se "faz" em tão pouco tempo. Pense em cinco dias, uma semana. Como ouvi de uma madeirense no desembarque: "Há muita coisa bonita para ver". De fato. Do precipício do Cabo Girão, pertinho do Funchal, às praias boas para surfe de Jardim do Mar e de Paúl do Mar, o lugar é matador. Com 57 quilômetros no sentido leste-oeste por 22 no norte-sul, a melhor maneira de conhecer a ilha é com carro alugado - e sem economia de gasolina. A seguir, algumas das delícias que fazem da Madeira um tesouro perdido no Atlântico, tesouro que ainda por cima fala português - mas um português que, às vezes, nem mesmo os portugueses continentais entendem.
A temperatura
Quando deixei Lisboa, de manhãzinha, os termômetros marcavam 8 graus centígrados. Uma hora e pouco depois, o comandante anunciava: "Na Madeira, céu aberto e 17 graus". Num instante ultrapassamos os 20. Por causa do clima sempre ameno - durante o inverno a média é de 17 graus e, no verão, de 23 -, esse pedaço de terra de rochas negras vulcânicas surge como um paraíso para ingleses, alemães, suecos, suíços... Gente que acaba desfrutando a gorda aposentadoria nesse território quase africano.
O sotaque
Mesmo para quem, como eu, está acostumado ao português de Portugal, ouvir a frase "mais para cima" pronunciada como "maix para saima" é um choque. Eu havia perguntado a um senhor onde ficava o Mercado dos Lavradores, um lugar delicioso no Funchal. Os madeirenses são imbatíveis no S com som de X. Ganham dos portugueses continentais e até dos cariocas da gema (eles só não dizem "féixta"). Aliás, o Funchal lembra vagamente a Cidade Maravilhosa em razão das montanhas na costa e do casario branco que escorrega, aqui poeticamente falando, dos morros.
As frutas exóticas
Há a pera-abacate, o maracujá- banana e também uma espécie de maçã verdeescuro chamada anona, que derrete na boca. E também banana, tangerina, laranja... O melhor endereço para experimentar esse festival de delícias inusitadas ou nem tanto é o tal Mercado dos Lavradores (Largo dos Lavradores, Funchal, 121-4080). E, se couber mais uma gulodice, não perca o sanduíche de bife de atum vendido no boteco do mercado. Além de frutas, verduras e peixe fresco, você esbarra em floristas em trajes locais exibindo orquídeas e outras flores lindas cultivadas largamente na Madeira, como estrelícias e proteias. Para completar o shopping list, há barraquinhas de artesãos que vendem artigos de vime.
Eu desci do avião a crer que três dias seriam suficientes para desbravar a Madeira. Logo descobri que a Madeira não se "faz" em tão pouco tempo. Pense em cinco dias, uma semana. Como ouvi de uma madeirense no desembarque: "Há muita coisa bonita para ver". De fato. Do precipício do Cabo Girão, pertinho do Funchal, às praias boas para surfe de Jardim do Mar e de Paúl do Mar, o lugar é matador. Com 57 quilômetros no sentido leste-oeste por 22 no norte-sul, a melhor maneira de conhecer a ilha é com carro alugado - e sem economia de gasolina. A seguir, algumas das delícias que fazem da Madeira um tesouro perdido no Atlântico, tesouro que ainda por cima fala português - mas um português que, às vezes, nem mesmo os portugueses continentais entendem.
A temperatura
Quando deixei Lisboa, de manhãzinha, os termômetros marcavam 8 graus centígrados. Uma hora e pouco depois, o comandante anunciava: "Na Madeira, céu aberto e 17 graus". Num instante ultrapassamos os 20. Por causa do clima sempre ameno - durante o inverno a média é de 17 graus e, no verão, de 23 -, esse pedaço de terra de rochas negras vulcânicas surge como um paraíso para ingleses, alemães, suecos, suíços... Gente que acaba desfrutando a gorda aposentadoria nesse território quase africano.
O sotaque
Mesmo para quem, como eu, está acostumado ao português de Portugal, ouvir a frase "mais para cima" pronunciada como "maix para saima" é um choque. Eu havia perguntado a um senhor onde ficava o Mercado dos Lavradores, um lugar delicioso no Funchal. Os madeirenses são imbatíveis no S com som de X. Ganham dos portugueses continentais e até dos cariocas da gema (eles só não dizem "féixta"). Aliás, o Funchal lembra vagamente a Cidade Maravilhosa em razão das montanhas na costa e do casario branco que escorrega, aqui poeticamente falando, dos morros.
As frutas exóticas
Há a pera-abacate, o maracujá- banana e também uma espécie de maçã verdeescuro chamada anona, que derrete na boca. E também banana, tangerina, laranja... O melhor endereço para experimentar esse festival de delícias inusitadas ou nem tanto é o tal Mercado dos Lavradores (Largo dos Lavradores, Funchal, 121-4080). E, se couber mais uma gulodice, não perca o sanduíche de bife de atum vendido no boteco do mercado. Além de frutas, verduras e peixe fresco, você esbarra em floristas em trajes locais exibindo orquídeas e outras flores lindas cultivadas largamente na Madeira, como estrelícias e proteias. Para completar o shopping list, há barraquinhas de artesãos que vendem artigos de vime.
O roteiro turístico de Natal é bem diversificado, incluindo itens interessantes para as pessoas que procuram calor e o auto-astral potiguar. Também conhecida como a Cidade do Sol, Natal atrai turistas não só no Brasil, mas de todas as partes do mundo. Quem visita a capital do Rio Grande do Norte pode aproveitar os passeios nas praias e dunas para ter contato com a natureza. As casas noturnas de Natal garantem o agito das noites e a diversão dos turistas balaieiros.
Antes de viajar para a Cidade do Sol, é fundamental que o turista tenha conhecimento das melhores praias de Natal, assim fica mais fácil elaborar uma programação para visitar os mais atrativos pontos da capital. Ponta Negra, Praia do Forte e Pipa são algumas das praias mais visitadas.
Normalmente quando uma pessoa adquire o pacote de viagem para Natal, estão inclusos no plano passagens aéreas de ida e volta, hospedagem e roteiro de passeios. Quem resolve viajar por conta própria deve fazer as reservas em hotéis ou pousadas com antecedência.
Existem muitos resorts de luxo na capital do Rio Grande do Norte, mas os turistas também podem encontrar hotéis baratos em Natal 2010-2011. O preço da viária varia de acordo com a localização, serviços de quarto e o conforto que o local tem a oferecer. Para essas férias de julho, os hotéis com preços mais acessíveis ao bolso dos turistas estão recebendo um grande número de reservas.
Para as pessoas que realmente desejam fazer economia, vale a pena apostar nas pousadas baratas em Natal 2010-2011, elas possuem uma diária mais em conta e dispõem de instalações aconchegantes. Dependendo do lugar, o turista conta com refeições e um gostoso ambiente caseiro para relaxar.
18:33
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Lisangela Pereira
Algumas das atrações mais esperadas a cada ano é a neve, que em alguns anos não vem para a serra catarinense, as temperaturas chegam a ficar abaixo de zero, mas a neve não vem, uma ótima opção é a cidade de São Joaquim que está situada a 1353m de altitude e é uma das cidades mais altas do país, relatos dizem que as temperaturas já chegaram a atingir -10ºC no inverno do ano de 1991, se tornando uma ótima opção para as férias de julho 2010.
Já os turistas que pretendem conhecer as águas quentes de Caldas Novas, não deixem de passar as férias de Julho em Caldas Novas, uma dica para quem pretende passar por Caldas Novas é o Parque da Lagoa Quente, que possui bosques, piscinas termais e a lagoa que possui as águas mais quentes da região, nada melhor do que passar o mês de Julho em um local onde a água natural já é quente, vale a pena conferir.
As férias de Julho em Fortaleza possuem um grande ponto de encontro, que são as casas de shows, e recreação infantil e relax para os adultos, possuindo serviços de massagem e terapia, para que todos os turistas que pretendem viajar com a família possam ter a oportunidade de curtir ainda mais as suas férias.
Esperamos que tenham gostado da nossa matéria e que todos possam ter a oportunidade de adquirir um pacote de viagem por um ótimo preço e viajar com seus familiares ou amigos, não esqueça de sua câmera fotográfica, pois momentos inesquecíveis estão por vir, desejamos a todos uma ótima semana e até a próxima.
CACIMBA DO PORTUGA
Praias, calor, surfe, uma mata quase tropical,frutas estranhas, precipícios. A Ilha da Madeira é a Terrinha perdida no meio do Atlântico
De Lisboa é apenas uma hora e meia de voo. Quando surge um conjunto de montanhas negras com florestas verdejantes no meio do mar, imagem que mais parece uma miragem, é hora de apertar os cintos. Bem-vindo à Madeira, a principal ilha de um arquipélago que ainda tem a vizinha Porto Santo e as inabitadas Desertas e Selvagens. A Madeira está a mil quilômetros de distância de Lisboa, na mesma latitude do Marrocos. Por isso sua natureza de características subtropicais, com formas, cores, cheiros e sabores mais africanos - ou até brasileiros - que europeus. Os enormes rochedos, os vales, as reservas naturais e as praias entusiasmam ecoturistas e contemplativos, enquanto a capital, Funchal, dá um toque cosmopolita ao destino, com seus hotéis de luxo e campos de golfe para inglês (e americano) nenhum botar defeito. E, melhor, a deliciosa atmosfera portuguesa paira sempre no ar, principalmente nas pequenas vilas com casinhas de duas cores e varandas que procuram o mar. Vítima de uma enxurrada em fevereiro que deixou mais de 40 mortos e uma conta de recuperação de 1 bilhão de euros, essa Noronha com caldo verde e alheira já não exibe marcas da tragédia.
Eu desci do avião a crer que três dias seriam suficientes para desbravar a Madeira. Logo descobri que a Madeira não se "faz" em tão pouco tempo. Pense em cinco dias, uma semana. Como ouvi de uma madeirense no desembarque: "Há muita coisa bonita para ver". De fato. Do precipício do Cabo Girão, pertinho do Funchal, às praias boas para surfe de Jardim do Mar e de Paúl do Mar, o lugar é matador. Com 57 quilômetros no sentido leste-oeste por 22 no norte-sul, a melhor maneira de conhecer a ilha é com carro alugado - e sem economia de gasolina. A seguir, algumas das delícias que fazem da Madeira um tesouro perdido no Atlântico, tesouro que ainda por cima fala português - mas um português que, às vezes, nem mesmo os portugueses continentais entendem.
A temperatura
Quando deixei Lisboa, de manhãzinha, os termômetros marcavam 8 graus centígrados. Uma hora e pouco depois, o comandante anunciava: "Na Madeira, céu aberto e 17 graus". Num instante ultrapassamos os 20. Por causa do clima sempre ameno - durante o inverno a média é de 17 graus e, no verão, de 23 -, esse pedaço de terra de rochas negras vulcânicas surge como um paraíso para ingleses, alemães, suecos, suíços... Gente que acaba desfrutando a gorda aposentadoria nesse território quase africano.
O sotaque
Mesmo para quem, como eu, está acostumado ao português de Portugal, ouvir a frase "mais para cima" pronunciada como "maix para saima" é um choque. Eu havia perguntado a um senhor onde ficava o Mercado dos Lavradores, um lugar delicioso no Funchal. Os madeirenses são imbatíveis no S com som de X. Ganham dos portugueses continentais e até dos cariocas da gema (eles só não dizem "féixta"). Aliás, o Funchal lembra vagamente a Cidade Maravilhosa em razão das montanhas na costa e do casario branco que escorrega, aqui poeticamente falando, dos morros.
As frutas exóticas
Há a pera-abacate, o maracujá- banana e também uma espécie de maçã verdeescuro chamada anona, que derrete na boca. E também banana, tangerina, laranja... O melhor endereço para experimentar esse festival de delícias inusitadas ou nem tanto é o tal Mercado dos Lavradores (Largo dos Lavradores, Funchal, 121-4080). E, se couber mais uma gulodice, não perca o sanduíche de bife de atum vendido no boteco do mercado. Além de frutas, verduras e peixe fresco, você esbarra em floristas em trajes locais exibindo orquídeas e outras flores lindas cultivadas largamente na Madeira, como estrelícias e proteias. Para completar o shopping list, há barraquinhas de artesãos que vendem artigos de vime.
A Praia da Ponta da Calheta, com os precipícios e as pedras que marcam a Ilha da Madeira
Praias, calor, surfe, uma mata quase tropical,frutas estranhas, precipícios. A Ilha da Madeira é a Terrinha perdida no meio do Atlântico
De Lisboa é apenas uma hora e meia de voo. Quando surge um conjunto de montanhas negras com florestas verdejantes no meio do mar, imagem que mais parece uma miragem, é hora de apertar os cintos. Bem-vindo à Madeira, a principal ilha de um arquipélago que ainda tem a vizinha Porto Santo e as inabitadas Desertas e Selvagens. A Madeira está a mil quilômetros de distância de Lisboa, na mesma latitude do Marrocos. Por isso sua natureza de características subtropicais, com formas, cores, cheiros e sabores mais africanos - ou até brasileiros - que europeus. Os enormes rochedos, os vales, as reservas naturais e as praias entusiasmam ecoturistas e contemplativos, enquanto a capital, Funchal, dá um toque cosmopolita ao destino, com seus hotéis de luxo e campos de golfe para inglês (e americano) nenhum botar defeito. E, melhor, a deliciosa atmosfera portuguesa paira sempre no ar, principalmente nas pequenas vilas com casinhas de duas cores e varandas que procuram o mar. Vítima de uma enxurrada em fevereiro que deixou mais de 40 mortos e uma conta de recuperação de 1 bilhão de euros, essa Noronha com caldo verde e alheira já não exibe marcas da tragédia.
Eu desci do avião a crer que três dias seriam suficientes para desbravar a Madeira. Logo descobri que a Madeira não se "faz" em tão pouco tempo. Pense em cinco dias, uma semana. Como ouvi de uma madeirense no desembarque: "Há muita coisa bonita para ver". De fato. Do precipício do Cabo Girão, pertinho do Funchal, às praias boas para surfe de Jardim do Mar e de Paúl do Mar, o lugar é matador. Com 57 quilômetros no sentido leste-oeste por 22 no norte-sul, a melhor maneira de conhecer a ilha é com carro alugado - e sem economia de gasolina. A seguir, algumas das delícias que fazem da Madeira um tesouro perdido no Atlântico, tesouro que ainda por cima fala português - mas um português que, às vezes, nem mesmo os portugueses continentais entendem.
A temperatura
Quando deixei Lisboa, de manhãzinha, os termômetros marcavam 8 graus centígrados. Uma hora e pouco depois, o comandante anunciava: "Na Madeira, céu aberto e 17 graus". Num instante ultrapassamos os 20. Por causa do clima sempre ameno - durante o inverno a média é de 17 graus e, no verão, de 23 -, esse pedaço de terra de rochas negras vulcânicas surge como um paraíso para ingleses, alemães, suecos, suíços... Gente que acaba desfrutando a gorda aposentadoria nesse território quase africano.
O sotaque
Mesmo para quem, como eu, está acostumado ao português de Portugal, ouvir a frase "mais para cima" pronunciada como "maix para saima" é um choque. Eu havia perguntado a um senhor onde ficava o Mercado dos Lavradores, um lugar delicioso no Funchal. Os madeirenses são imbatíveis no S com som de X. Ganham dos portugueses continentais e até dos cariocas da gema (eles só não dizem "féixta"). Aliás, o Funchal lembra vagamente a Cidade Maravilhosa em razão das montanhas na costa e do casario branco que escorrega, aqui poeticamente falando, dos morros.
As frutas exóticas
Há a pera-abacate, o maracujá- banana e também uma espécie de maçã verdeescuro chamada anona, que derrete na boca. E também banana, tangerina, laranja... O melhor endereço para experimentar esse festival de delícias inusitadas ou nem tanto é o tal Mercado dos Lavradores (Largo dos Lavradores, Funchal, 121-4080). E, se couber mais uma gulodice, não perca o sanduíche de bife de atum vendido no boteco do mercado. Além de frutas, verduras e peixe fresco, você esbarra em floristas em trajes locais exibindo orquídeas e outras flores lindas cultivadas largamente na Madeira, como estrelícias e proteias. Para completar o shopping list, há barraquinhas de artesãos que vendem artigos de vime.
As nuvens
Na Madeira, as chances de você furar as nuvens são muito altas. Furar de carro, bem entendido. É o que acontece na estrada que contorna o Pico do Areeiro, a 1 810 metros de altitude. O caminho que leva até o cume do vale enevoado começa decorado com enormes pinheiros. À medida que subimos, mais rasteira e agreste fica a paisagem. Começa a fazer frio e, de repente, você vai notar algo estranho nos carros que descem na via contrária - bonecos de neve no capô, com chapeuzinho colorido e outros adornos, por exemplo. Chegando lá no topo, entende-se a piada. No inverno, a temperatura chega a zero grau e tudo fica coberto de gelo. Uma panorâmica de cinema.
O paredão
Nada a ver com o que você está pensando daquela outra ilha do Caribe. Aqui, paredão é um fenômeno geológico. O Cabo Girão, na vila de Câmara de Lobos, é a mais alta parede rochosa da Europa, com 580 metros. Quem olha verticalmente para baixo vê uma prainha de pedregulhos pretos. Se demorar muito, a visão começa a embaçar e as pernas ficam bambas. Há outros precipícios lendários na ilha. A sudeste, os penhascos da peculiar vila de pescadores Caniçal fizeram Gregory Peck enjoar enquanto filmava cenas do clássico Moby Dick.
As trilhas
Chamam-se levadas os engenhosos canais de irrigação construídos heroicamente a partir do século 15, quando a ilha foi descoberta. Os canais totalizam 1 400 quilômetros e criam trilhas mata adentro. Desbravá-las é uma forma diferente de conhecer a Madeira. Há caminhos que exploram paisagens raras, como a Floresta Laurissilva, recheada com a legítima vegetação local, Patrimônio Natural Mundial da Unesco desde 1999. Você pode se aventurar sozinho, com a ajuda de mapas vendidos nas livrarias. Mas o melhor é contratar um guia especializado. A Madeira Explorers (Estrada Monumental, Centro Comercial Monumental Lido, loja 23, 176-3701, madeira-levada-walks.com; passeios desde € 23 por pessoa; Cc: D, M, V) tem mais de uma dezena de caminhadas bacanas.
As entranhas
Considere como uma viagem ao centro da Terra. Há cerca de 890 mil anos, uma erupção vulcânica com lava a 1 200 graus cravou caminho entre as rochas da Madeira. É o que mostram as Grutas de São Vicente (Sítio do Pé do Passo, São Vicente, 184- 2404, grutasecentrodovulcanismo.com; de € 6 a € 8 a visita guiada), descobertas no século 19 e atração turística desde então. Percorrem-se os enigmáticos túneis na companhia de um especialista. A visita inclui um museu multimídia e um bacana filme em 3D sobre a origem do planeta. Para chegar até a sala de cinema, pega-se um elevador que simula a tal viagem aos subterrâneos do planeta. É diversão garantida para crianças e adultos.
Churchill was here
O Reid’s Palace (Estrada Monumental, 139, Funchal, 171-7171, reidspalace.com; diárias desde € 240; Cc: todos) é um suntuoso e very british hotel que abriu as portas em 1891, erguido sobre uma falésia e virado para o Atlântico. O ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill fazia dele sua segunda casa, e o espaçoso quarto em que costumava se hospedar foi batizado com seu nome. Até hoje esse hotel é um dos preferidos dos milionários. Motivos não faltam: tem um spa completo com tratamentos das marcas Ytsara, Aromatheraphy Associates, LaStone e La Prairie; cinco restaurantes, um deles um salão de gala com lustres de cristal, cortinados, espelhos e mobiliário de época, e um outro com desenhos assinados por Picasso; piscinas exteriores com água do mar aquecida; e paredes de vidro que exibem a linda Baía do Funchal. O tradicional chá da tarde no terraço, ao som de piano de cauda, e o tour guiado pelos 40 mil metros quadrados de jardins exóticos são bons programas. Há gente que não vai à Madeira - vai, isso sim, ao Reid’s Palace. Um mundo à parte.
Estrela, estrela
A acompanhar uma hotelaria luxuosa e de charme, uma gastronomia premiada. O restaurante Il Gallo d’Oro (Estrada Monumental, 147, Funchal, 170-7700, portobay.com; Cc: todos) conquistou, em 2008, a venerada estrela Michelin. Na cozinha atua o chef francês Benoît Sinthon, que apresenta pratos de inspiração italiana e mediterrânea, como o duo de linguado com ravióli de tinta de choco, creme de basílico e mexilhões (€ 28,50). O restaurante pertence ao sofisticado hotel The Cliff Bay, e você come ao som de piano. Por isso, se aparecer para o jantar, convém caprichar no modelito - os homens devem vestir gravata ou casaco.
E é muito Portugal
A Ilha da Madeira tem vilas (em bom português, aldeias) peculiares que merecem muito uma vista d’olhos. Uma delas é Câmara de Lobos, a oeste de Funchal. Era uma das preferidas de Winston Churchill, que chegou a retratar a paisagem em pinturas. Perto dali fica Ribeira Brava, com cafés à beira-mar. Mais adiante, a charmosinha Ponta do Sol vale pelo casario e pela pracinha acolhedora. Ao norte, Porto Moniz tem piscinas naturais e vistas incríveis, e Santana pede uma fotografia diante das casas com telhado de palha, um ícone da ilha. A leste da capital, Caniçal ostenta a única praia com areia dourada natural de toda a ilha.
O vinho
O célebre fortificado caiu nas graças dos ingleses no século 18, tornando-se mundialmente famoso. Foi com um Madeira que Thomas Jefferson brindou à independência dos Estados Unidos. O vinho é feito com castas únicas - sercial, boal, verdelho, malvasia e tinta negra. A fermentação é interrompida com a adição de aguardente vínica (como no vinho do Porto), e em seguida o néctar envelhece em carvalho americano, sob calor, de cinco a 20 anos. Um bom lugar para degustá-lo é o The Old Blandy Wine (Avenida Arriaga, 28, Funchal, 174- 0110, madeirawinecompany.com; € 5; Cc: todos). Setembro é o mês da vindima (colheita das uvas), e a festa na Madeira é digna dos arraiais juninos brasileiros.
Sem marra
Por último, mas não menos importante, o filho famoso da terra, o marrento Cristiano Ronaldo, celebridade-mor portuguesa, mais amado ou mais odiado a depender do que fizer exatamente neste mês na África do Sul, não é onipresente na Madeira. Pelo contrário. É como se o arquipélago e sua gente já tivessem muito do que se orgulhar - e, para eles, o Ronaldo português, afinal, é só mais um puto (garoto).
Na Madeira, as chances de você furar as nuvens são muito altas. Furar de carro, bem entendido. É o que acontece na estrada que contorna o Pico do Areeiro, a 1 810 metros de altitude. O caminho que leva até o cume do vale enevoado começa decorado com enormes pinheiros. À medida que subimos, mais rasteira e agreste fica a paisagem. Começa a fazer frio e, de repente, você vai notar algo estranho nos carros que descem na via contrária - bonecos de neve no capô, com chapeuzinho colorido e outros adornos, por exemplo. Chegando lá no topo, entende-se a piada. No inverno, a temperatura chega a zero grau e tudo fica coberto de gelo. Uma panorâmica de cinema.
O paredão
Nada a ver com o que você está pensando daquela outra ilha do Caribe. Aqui, paredão é um fenômeno geológico. O Cabo Girão, na vila de Câmara de Lobos, é a mais alta parede rochosa da Europa, com 580 metros. Quem olha verticalmente para baixo vê uma prainha de pedregulhos pretos. Se demorar muito, a visão começa a embaçar e as pernas ficam bambas. Há outros precipícios lendários na ilha. A sudeste, os penhascos da peculiar vila de pescadores Caniçal fizeram Gregory Peck enjoar enquanto filmava cenas do clássico Moby Dick.
As trilhas
Chamam-se levadas os engenhosos canais de irrigação construídos heroicamente a partir do século 15, quando a ilha foi descoberta. Os canais totalizam 1 400 quilômetros e criam trilhas mata adentro. Desbravá-las é uma forma diferente de conhecer a Madeira. Há caminhos que exploram paisagens raras, como a Floresta Laurissilva, recheada com a legítima vegetação local, Patrimônio Natural Mundial da Unesco desde 1999. Você pode se aventurar sozinho, com a ajuda de mapas vendidos nas livrarias. Mas o melhor é contratar um guia especializado. A Madeira Explorers (Estrada Monumental, Centro Comercial Monumental Lido, loja 23, 176-3701, madeira-levada-walks.com; passeios desde € 23 por pessoa; Cc: D, M, V) tem mais de uma dezena de caminhadas bacanas.
As entranhas
Considere como uma viagem ao centro da Terra. Há cerca de 890 mil anos, uma erupção vulcânica com lava a 1 200 graus cravou caminho entre as rochas da Madeira. É o que mostram as Grutas de São Vicente (Sítio do Pé do Passo, São Vicente, 184- 2404, grutasecentrodovulcanismo.com; de € 6 a € 8 a visita guiada), descobertas no século 19 e atração turística desde então. Percorrem-se os enigmáticos túneis na companhia de um especialista. A visita inclui um museu multimídia e um bacana filme em 3D sobre a origem do planeta. Para chegar até a sala de cinema, pega-se um elevador que simula a tal viagem aos subterrâneos do planeta. É diversão garantida para crianças e adultos.
Churchill was here
O Reid’s Palace (Estrada Monumental, 139, Funchal, 171-7171, reidspalace.com; diárias desde € 240; Cc: todos) é um suntuoso e very british hotel que abriu as portas em 1891, erguido sobre uma falésia e virado para o Atlântico. O ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill fazia dele sua segunda casa, e o espaçoso quarto em que costumava se hospedar foi batizado com seu nome. Até hoje esse hotel é um dos preferidos dos milionários. Motivos não faltam: tem um spa completo com tratamentos das marcas Ytsara, Aromatheraphy Associates, LaStone e La Prairie; cinco restaurantes, um deles um salão de gala com lustres de cristal, cortinados, espelhos e mobiliário de época, e um outro com desenhos assinados por Picasso; piscinas exteriores com água do mar aquecida; e paredes de vidro que exibem a linda Baía do Funchal. O tradicional chá da tarde no terraço, ao som de piano de cauda, e o tour guiado pelos 40 mil metros quadrados de jardins exóticos são bons programas. Há gente que não vai à Madeira - vai, isso sim, ao Reid’s Palace. Um mundo à parte.
Estrela, estrela
A acompanhar uma hotelaria luxuosa e de charme, uma gastronomia premiada. O restaurante Il Gallo d’Oro (Estrada Monumental, 147, Funchal, 170-7700, portobay.com; Cc: todos) conquistou, em 2008, a venerada estrela Michelin. Na cozinha atua o chef francês Benoît Sinthon, que apresenta pratos de inspiração italiana e mediterrânea, como o duo de linguado com ravióli de tinta de choco, creme de basílico e mexilhões (€ 28,50). O restaurante pertence ao sofisticado hotel The Cliff Bay, e você come ao som de piano. Por isso, se aparecer para o jantar, convém caprichar no modelito - os homens devem vestir gravata ou casaco.
E é muito Portugal
A Ilha da Madeira tem vilas (em bom português, aldeias) peculiares que merecem muito uma vista d’olhos. Uma delas é Câmara de Lobos, a oeste de Funchal. Era uma das preferidas de Winston Churchill, que chegou a retratar a paisagem em pinturas. Perto dali fica Ribeira Brava, com cafés à beira-mar. Mais adiante, a charmosinha Ponta do Sol vale pelo casario e pela pracinha acolhedora. Ao norte, Porto Moniz tem piscinas naturais e vistas incríveis, e Santana pede uma fotografia diante das casas com telhado de palha, um ícone da ilha. A leste da capital, Caniçal ostenta a única praia com areia dourada natural de toda a ilha.
O vinho
O célebre fortificado caiu nas graças dos ingleses no século 18, tornando-se mundialmente famoso. Foi com um Madeira que Thomas Jefferson brindou à independência dos Estados Unidos. O vinho é feito com castas únicas - sercial, boal, verdelho, malvasia e tinta negra. A fermentação é interrompida com a adição de aguardente vínica (como no vinho do Porto), e em seguida o néctar envelhece em carvalho americano, sob calor, de cinco a 20 anos. Um bom lugar para degustá-lo é o The Old Blandy Wine (Avenida Arriaga, 28, Funchal, 174- 0110, madeirawinecompany.com; € 5; Cc: todos). Setembro é o mês da vindima (colheita das uvas), e a festa na Madeira é digna dos arraiais juninos brasileiros.
Sem marra
Por último, mas não menos importante, o filho famoso da terra, o marrento Cristiano Ronaldo, celebridade-mor portuguesa, mais amado ou mais odiado a depender do que fizer exatamente neste mês na África do Sul, não é onipresente na Madeira. Pelo contrário. É como se o arquipélago e sua gente já tivessem muito do que se orgulhar - e, para eles, o Ronaldo português, afinal, é só mais um puto (garoto).
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